O que está sobre a mesa
Eventos climáticos extremos já pressionam a produção e o acesso à comida, com impactos mais intensos sobre populações vulnerabilizadas. A integração entre clima e alimentação ainda é limitada nas políticas públicas. Iniciativas como o Na Mesa da COP 30 e o Agroecologia nas Escolas apontam caminhos para transformar respostas pontuais em estratégias mais estruturantes de adaptação e resiliência.
Substituir alimentos enlatados por peixe fresco das comunidades locais na merenda escolar pode parecer uma mudança simples. Na Amazônia, porém, essa transição envolve desafios logísticos e estruturais que vão muito além da cozinha das escolas.
“Tirar os enlatados e deixar que o peixe do rio vá para o prato das crianças nas escolas é um grande desafio”, explica Vanda Maia, chefe do Núcleo Técnico de Alimentação Escolar de Santarém (PA). Em muitas comunidades ribeirinhas, a falta de energia elétrica e água potável – agravada em períodos de seca – dificulta o armazenamento e o transporte dos alimentos. “O que fazemos enquanto política pública é instalar energia limpa por meio de placas solares para que o pequeno produtor possa armazenar o pescado ou a galinha caipira e levar essa produção às escolas. Assim conseguimos tirar do cardápio as sardinhas e as almôndegas de latinha.”
O relato revela parte das complexidades envolvidas nas políticas de segurança alimentar e nutricional na Amazônia. Nas comunidades ribeirinhas e nos territórios rurais, a relação com a floresta pode significar abundância de alimentos, mas também desafios estruturais: falta de água potável e escassez de energia elétrica – problemas que se intensificam com a crise climática. Nesse contexto, implementar políticas públicas de abastecimento alimentar para garantir o direito humano à alimentação adequada exige soluções adaptadas a cada território.
A experiência relatada por Vanda também aponta para uma alternativa ao modelo dominante de abastecimento alimentar no país, baseado na expansão de fronteiras agrícolas, no uso intensivo de insumos químicos, na monocultura e em cadeias longas de produção e distribuição. Esse modelo contribui para reduzir a diversidade de alimentos1 disponíveis nas mesas da população e para a padronização das dietas. No Brasil, estima-se que cerca de 74% de nossas emissões de gases de efeito estufa estejam associadas aos sistemas alimentares e ao uso da terra, incluindo desmatamento e conversão de ecossistemas naturais e manejo insustentável do solo.2
Na Amazônia Legal, os efeitos desse modelo são especialmente visíveis. Nas últimas décadas, além de liderar a conversão de áreas florestais em pastagens no país, a região foi a maior responsável pelo aumento das emissões de CO₂ e metano associadas ao uso da terra. Ao mesmo tempo, está entre as mais afetadas por eventos climáticos extremos – como secas prolongadas e chuvas intensas. Esses fenômenos têm impactos diretos na vida das populações locais. A redução da disponibilidade hídrica e o isolamento das comunidades agravam a insegurança alimentar e, em alguns casos, provocam até o deslocamento das populações de cidades inteiras.3 A Amazônia Legal também concentra alguns dos índices mais elevados de insegurança alimentar e nutricional no Brasil, com impactos que recaem de forma desigual sobre as mulheres: entre 2021 e 2022, cerca de 40% das famílias viviam com oferta insuficiente ou acesso restrito a alimentos4 e, na Região Norte, mais de 27% das mulheres pretas ou pardas estavam em situação de insegurança alimentar moderada ou grave.3
Os dados revelam um paradoxo. O modelo que privilegia a produção de commodities para exportação contribui para as mudanças climáticas e amplia desigualdades sociais, pressiona povos e comunidades tradicionais e fragiliza a segurança alimentar e nutricional. A própria produção agrícola também passa a sofrer os efeitos das mudanças climáticas que esse modelo hegemônico intensifica. A elevação das temperaturas médias, a maior frequência de eventos extremos e a instabilidade dos regimes de chuva afetam diretamente a produtividade. No Brasil, esses fenômenos têm provocado redução da produção agropecuária, especialmente entre agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais. Além disso, pressionam o preço dos alimentos e aumentam o risco de insegurança alimentar entre as populações mais vulnerabilizadas. Trata-se de um problema sistêmico, que conecta clima, produção de alimentos, economia e injustiças sociais.
Felizmente, alternativas a tal modelo existem – e, em muitos casos, resistem há séculos. Elas ganham novo fôlego com o avanço das discussões sobre uma economia da sociobiodiversidade, que valoriza cadeias produtivas capazes de manter a floresta em pé e o meio ambiente preservado. Na Amazônia, tais cadeias incluem frutas nativas que viram sucos, geleias e sobremesas, plantas medicinais, raízes tradicionais como a mandioca e seus muitos derivados, o arroz com feijão e toda a diversidade de alimentos de produção agroecológica e da agricultura familiar, além de produtos do extrativismo sustentável, como a castanha.
Essa comida existe porque há pessoas que vivem em relação profunda com a natureza e com formas sustentáveis de produção. Agricultoras e agricultores familiares, comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas são protagonistas dessa forma de produzir alimentos, enquanto preservam memórias, tradições e ancestralidade. Essa produção tem muito a contribuir para os debates das mudanças climáticas, da segurança alimentar e nutricional, e da soberania alimentar – apesar de não encontrar as mesmas condições de acesso a recursos e mercados que sustentam o segmento agroexportador. É desta premissa que parte a história de inovação que relatamos aqui.
A vitrine do possível
Pela primeira vez em 30 edições, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (Conferência das Partes – COP) foi realizada na Amazônia. A COP 30, em Belém, abriu uma oportunidade histórica de evidenciar a relação entre sistemas alimentares e clima – um tema que, apesar de central, costuma aparecer de forma periférica no debate internacional. Em um país reconhecido por políticas públicas de segurança alimentar e nutricional – como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e o Guia alimentar para a população brasileira5 –, a COP na Amazônia, em novembro de 2025, trouxe uma pergunta pragmática: o que seria oferecido na ocasião para alimentar dezenas de milhares de pessoas de todas as partes do mundo? Havia ali uma oportunidade de romper com o padrão dominante nas COPs anteriores, marcado por cardápios genéricos e desconectados do debate climático. Mais que isso, o evento poderia reconhecer e valorizar a produção de milhares de famílias de produtores agroecológicos, da agricultura familiar e de povos e comunidades tradicionais da Amazônia – não apenas como alimentos saudáveis e de qualidade, mas também como expressão concreta de ação climática.
Foi desse desafio que surgiu a iniciativa Na Mesa da COP 30 – uma coalizão de mais de 40 organizações da sociedade civil comprometidas com as agendas de sistemas alimentares e clima, liderada pelos institutos Regenera e Comida do Amanhã. O objetivo era simples na formulação, mas complexo na prática: garantir que a alimentação servida na COP priorizasse alimentos da agricultura familiar e da sociobiodiversidade amazônica. Para isso, foi necessário coordenar diferentes grupos de trabalho dedicados ao diálogo com órgãos responsáveis pela organização do maior evento anual da Organização das Nações Unidas (ONU), ao mapeamento de uma base produtiva capaz de atender às demandas da conferência (e à comprovação da viabilidade do que estava sendo pleiteado) e à mobilização da opinião pública por meio de ações de comunicação.
O mapeamento da base produtiva foi, por si só, uma conquista. A iniciativa identificou mais de 80 redes produtivas e cerca de 8 mil famílias de agricultores, suas características e a diversidade de suas produções. O levantamento ofereceu uma resposta concreta à pergunta que sempre surgia entre os organizadores do evento: haveria produção suficiente para abastecer um encontro de tamanho porte? A resposta foi cristalina – sim, existe produção.
O edital para contratação dos restaurantes das zonas oficiais da conferência tornou-se um marco inédito na história das COPs. Inspirado por políticas públicas brasileiras como o PAA e o Pnae, o documento estabeleceu que ao menos 30% dos alimentos deveriam ser adquiridos da agricultura familiar, incentivando também compras de empreendimentos comunitários, povos tradicionais e organizações lideradas por mulheres e jovens do campo. Como efeito adicional, restaurantes de lideranças indígenas, quilombolas e movimentos da reforma agrária foram selecionados para operar durante o evento. A iniciativa também viabilizou o Restaurante da Sociobio – um espaço voltado principalmente à alimentação de voluntários e das equipes técnicas. Operado por organizações sociais comprometidas com a agenda da agroecologia e da sociobiodiversidade, o local ofereceu refeições saudáveis e completas a preços acessíveis. Com ampla aprovação do público, estima-se que cerca de 90 mil refeições tenham sido servidas ali, com cerca de 75% dos ingredientes da agricultura familiar e da sociobiodiversidade.
De maneira inédita na história das conferências do clima, a relação entre sistemas alimentares e clima foi demonstrada de forma efetiva no próprio funcionamento do evento. Gestores públicos, produtores e articuladores compartilharam suas experiências nos eventos paralelos, conectando esfera local e internacional. O impacto foi múltiplo. Localmente, fortaleceu redes entre agricultores, restaurantes e poder público, ampliou a visibilidade de iniciativas lideradas por povos e comunidades tradicionais e revelou desafios logísticos que ainda precisam ser superados. Em escala nacional, a ampla repercussão na imprensa reconheceu a alimentação da COP como uma pauta positiva e necessária. No plano internacional, consolidou-se como uma experiência inovadora de incidência diplomática, capaz de influenciar padrões de alimentação em grandes eventos nacionais e globais a partir do legado brasileiro em políticas alimentares.
Alimentação escolar como oportunidade de legado
Um evento como a COP 30 termina, mas seu potencial de transformação perdura quando se conecta a políticas estruturais como o Pnae. Em Belém, essa continuidade se materializa na pergunta: como os avanços logísticos e o mapeamento produtivo realizados para abastecer a conferência podem gerar mercados duradouros para os produtores da região e, ao mesmo tempo, ampliar a oferta de alimentos da agricultura familiar e a sociobiodiversidade nas escolas?
Desde 2014, a iniciativa Agroecologia nas Escolas dialoga com nutricionistas, gestores da educação e equipes responsáveis pela alimentação escolar nos oito municípios da Região Metropolitana de Belém. Conduzido pelo Instituto Regenera, o projeto promove uma escuta dos desafios e iniciativas de cada município, e constrói caminhos e oportunidades para ampliar a oferta de alimentos agroecológicos na rede pública de ensino.
O ponto de partida dessa agenda é o Pnae, uma das políticas públicas mais abrangentes do Brasil. O programa garante diariamente o direito humano à alimentação adequada a cerca de 40 milhões de estudantes das redes públicas de ensino em todo o país.6 A política funciona por meio de uma ampla rede de atores. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) coordena o programa em nível federal, enquanto estados e municípios são responsáveis pela execução. Nos territórios, nutricionistas elaboram cardápios saudáveis e supervisionam sua implementação pelas equipes das cozinhas escolares; gestores e técnicos organizam o abastecimento; escolas integram a alimentação às atividades pedagógicas; e Conselhos de Alimentação Escolar supervisionam a qualidade da execução da política. O Pnae estabelece uma obrigatoriedade de compra mínima da agricultura familiar, que recentemente foi ampliada de 30% para 45%.7 Por conta disso, é um instrumento estratégico de desenvolvimento socioeconômico e da agricultura familiar, de diversificação produtiva e valorização de alimentos regionais e territorializados, e em muitos contextos vetor importante de transição para sistemas produtivos mais sustentáveis e sociobiodiversos.8, 9
Do ponto de vista territorial, Belém se organiza sobre um sistema hidrográfico complexo que estrutura fluxos de pessoas, alimentos e saberes – o que confere à região metropolitana uma centralidade logística na circulação de produtos como açaí, pescado, frutas nativas e hortaliças de territórios ribeirinhos, quilombolas e da agricultura familiar. Nesse contexto, a região se revela um território-laboratório, onde coexistem contradições. Apesar da ampla disponibilidade de alimentos regionais e conhecimentos tradicionais, persistem desertos alimentares10 e cadeias longas de abastecimento que favorecem a circulação de alimentos ultraprocessados de baixa qualidade nutricional.
As atividades do Agroecologia nas Escolas partem de escutas profundas à realidade da alimentação escolar na Região Metropolitana de Belém. Por meio de entrevistas e visitas aos municípios, o projeto busca compreender como se estruturam as chamadas públicas, a elaboração dos cardápios e as dinâmicas intersetoriais entre Secretarias de Educação e Agricultura – revelando tanto as proximidades como as singularidades territoriais de cada município.
A partir das escutas, foram identificados quatro eixos estruturais de ação: a priorização de cardápios que integram cultura amazônica e sociobiodiversidade; as disparidades nas estruturas de armazenamento escolar, cuja capacidade e qualidade impactam diretamente o trabalho de cozinheiras; o fortalecimento das diferentes redes logísticas de abastecimento, adaptadas às especificidades municipais; a ampliação da governança intersetorial entre educação, agricultura e outras políticas públicas – que ainda é frágil na maioria dos municípios.
Tais achados posicionam a região como território estratégico para implementação de iniciativas de valorização da agricultura familiar e da sociobiodiversidade amazônica, partindo de demandas dos próprios municípios por uma agenda coletiva que integre secretarias, produtores e escolas na construção de um ecossistema de cooperação regional. É nesse cenário de convergência que os projetos Na Mesa da COP 30 e Agroecologia nas Escolas se unem, aproximando os agricultores familiares mapeados para a alimentação da COP e os municípios interessados em ampliar a oferta de alimentos locais nas escolas.
Rios que deságuam no mesmo mar
A convergência entre as duas iniciativas revela uma promissora estratégia de articulação entre diferentes escalas de ação. Essa integração permite aproximar um espaço internacional de diálogo e cooperação com a realidade local, ampliando a capacidade de mobilização de atores institucionais, sociedade civil e redes comprometidas com segurança alimentar, agricultura sustentável e sistemas alimentares territorializados.
De maneira mais ampla, a experiência da COP 30 demonstrou que, com vontade política e articulação entre atores governamentais e não governamentais, é possível priorizar a produção agroecológica, familiar e da sociobiodiversidade mesmo em eventos de grande porte. Também mostrou que a exigência de “comida internacional” nos manuais da ONU reflete sobretudo um preconceito de que a “comida local” não poderia atender a um público diversificado. Em Belém, aconteceu o contrário: a alimentação oferecida foi culturalmente significativa, nutricionalmente adequada e climaticamente responsável.
Durante a conferência, agricultoras e agricultores amazônicos alimentaram delegações de mais de 170 países. Cada refeição servida carregava não apenas nutrientes, mas histórias de manejo da terra, diversidade produtiva e resistência cotidiana. O desafio agora é transformar essa experiência em legado duradouro, conectando esses mesmos produtores às redes de alimentação escolar e ampliando o acesso de crianças da região a alimentos saudáveis e territorializados.
A aproximação entre os projetos Na Mesa da COP 30 e Agroecologia nas Escolas também abre novas perguntas para agendas futuras de pesquisa e ação. Como incidências globais podem se alimentar de experiências locais e vice‑versa? Como políticas alimentares podem ser integradas de forma mais robusta às políticas climáticas nacionais (como o Plano Safra)? E como podemos fortalecer esquemas logísticos adaptados a realidades de altas temperaturas, longas distâncias e dependência de vias hidroviárias?
Alimentação escolar, meio ambiente e práticas produtivas sustentáveis compartilham um mesmo território de atuação: o cotidiano das comunidades. É nesse espaço que decisões públicas se materializam em modos de produzir, preparar e consumir alimentos. Os rios percorridos em cada projeto podem parecer distintos à primeira vista, mas deságuam num mesmo mar de possibilidades – um futuro em que diagnósticos territoriais, desafios operacionais e soluções inovadoras sejam construídos coletivamente, a partir da escuta atenta dos muitos atores que fazem da alimentação um ato político, cultural e ecológico.
Mais do que um encerramento, essa experiência deixa um convite: que os aprendizados e as conexões geradas na COP 30 continuem irrigando políticas públicas permanentes e transformem a alimentação escolar na Amazônia em um exemplo vivo de como saúde, sustentabilidade, justiça social e valorização da sociobiodiversidade podem ocupar o mesmo prato.
Notas
- Abramovay, R.; Favareto, A. (orgs.). Caminhos para a transição do sistema agroalimentar: desafios para o Brasil. São Paulo: Senac São Paulo, 2025.
- SEEG – Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa. Análise das emissões de gases de efeito estufa e suas implicações para as metas climáticas do Brasil – 1970-2023. 2024. Disponível em: https://seeg.eco.br/wp-content/uploads/2024/11/SEEG-RELATORIO-ANALITICO-12.pdf. Acesso em: 15 jan. 2026.
- Jordão, G. et al. Conectando alimentação, cultura, economia, floresta e clima. In: Uma Concertação pela Amazônia & Instituto Clima e Sociedade (org.). Sistemas agroalimentares e amazônias. São Paulo: Jandaíra, 2025. p. 12-25.
- Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN). II Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da COVID-19 no Brasil (II VIGISAN): relatório final. São Paulo: Fundação Friedrich Ebert; Rede PENSSAN, 2022.
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. 7. reimpr. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed_7reimpr.pdf. Acesso em: 15 jan. 2026.
- Brasil. Secretaria de Comunicação Social. PNAE garante cerca de 50 milhões de refeições saudáveis por dia a quase 40 milhões de estudantes da rede pública. Brasília, 24 set. 2025. Notícia. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/09/pnae-garante-cerca-de-50-milhoes-de-refeicoes-saudaveis-por-dia-a-quase-40-milhoes-de-estudantes-da-rede-publica. Acesso em: 15 jan. 2026.
- Brasil. Lei nº 15.226, de 30 de setembro de 2025. Diário Oficial da União, Brasília, Edição 187, Seção 1, p. 3. Disponível em: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/lei-n-15.226-de-30-de-setembro-de-2025-659618378. Acesso em: 15 jan. 2026.
- Oliveira, T. D. et al. Impactos socioeconômicos das compras diretas da agricultura familiar para o Programa Nacional de Alimentação Escolar na economia brasileira. São Paulo: NUPENS-USP; Observatório da Alimentação Escolar, abr.. 2025. Disponível em: https://alimentacaoescolar.org.br/acervo/policy-brief-impactos-socioeconomicos-das-compras-diretas-da-agricultura-familiar-para-o-programa-nacional-de-alimentacao-escolar-na-economia-brasileira/ Acesso em: 15 jan. 2026.
- Grisa, Catia; Sabourin, Eric; Eloy, Ludivine; Maluf, Renato S. (orgs.). Sistemas alimentares e territórios no Brasil. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2022. Disponível em: https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/251530/001149505.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 16 jan. 2026
- Caisan. Mapeamento dos desertos alimentares no Brasil: estudo técnico Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). 2018.






