A arquitetura do consumo
O Brasil produz mais do que nunca – e come cada vez mais a mesma coisa. Soja e milho dominam os campos; ultraprocessados avançam nos pratos. Essa uniformidade não é acidente: tem raízes históricas, causas estruturais e consequências que vão além da saúde individual. Entender o paradoxo de uma agricultura abundante e uma dieta empobrecida exige olhar para todo o sistema – da semente à prateleira, da política agrícola ao carrinho de supermercado


