A inteligência artificial generativa pode contribuir para um sistema educacional mais criativo e conectado, mas somente se for usada para ampliar a inteligência humana
Como cooperativas, instituições públicas e movimentos sociais podem se unir para construir uma alternativa prática, de propriedade comunitária, aos sistemas de IA extrativistas
Entre pesquisas de ponta, novos cursos e parcerias com empresas, as universidades brasileiras se movem para a corrida da inteligência artificial. Para transformar saber acumulado em inovação prática, formar talentos e afirmar protagonismo estratégico na era da IA, a academia se mobiliza, sabendo que hesitar pode custar o lugar na história
O debate sobre regulação da inteligência artificial no Brasil ainda se concentra na contenção de riscos, enquanto falta visão e articulação para torná-la força própria de desenvolvimento e inovação social
Ao operar como instituições, algoritmos moldam escolhas coletivas sem passar pelos filtros democráticos tradicionais. Traçam caminhos, impõem bloqueios, sugerem atalhos e afetam padrões de decisão – reorganizando a ação humana e política com regras que não foram debatidas, nem autorizadas. Concebê-los como instituições permite imaginar um movimento em direção à sua democratização, tarefa urgente para as sociedades que ainda desejam se governar
Com sua heterogeneidade cultural, genética, social e ecológica, o Brasil surge como exemplo de solo prolífico para a criação de sistemas de inteligência artificial mais robustos, capazes de mitigar vieses e exclusões, responder a realidades locais e oferecer soluções globais mais humanas, sustentáveis e alinhadas aos desafios do nosso tempo
No processo educacional, o decisivo não é a tecnologia, mas quem a controla e a desenha. Oferecer a velha educação com uma roupagem tecnológica, embora lucrativo e fácil, não garante preparar as crianças para os grandes desafios que terão de enfrentar
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