Na Amazônia, a associação Mapana mostra como agricultura tradicional, organização comunitária e políticas públicas podem reorganizar sistemas alimentares
Heiko H. Spitzeck (Fundação Dom Cabral) e Carla Cripa (Ambev) discutem a geração de valor por meio do ESG em conversa mediada por Kelly Lima (Alter Conteúdo)
Quando compras públicas e logística territorial são organizadas como política de Estado, a alimentação escolar deixa de ser apenas assistência social e funciona como infraestrutura pública para a transição de sistemas alimentares. Experiências no Sul Global mostram como a cooperação internacional pode transformar essa política em motor de saúde, desenvolvimento local e resiliência
A decisão sobre o que comer parece pessoal, mas é moldada por fatores que começam antes da cozinha. Tempo disponível, orçamento doméstico, rotina de trabalho e preferências familiares influenciam o que chega à mesa. Uma pesquisa qualitativa realizada em cinco capitais brasileiras mostra como essas condições estruturam escolhas cotidianas – e por que informação sozinha não basta para sustentar uma alimentação saudável
Indicadores tradicionais registram a crise quando ela já está instalada. Nos territórios indígenas, os sinais de risco aparecem antes – na roça, no rio, no calendário das chuvas. Uma matriz construída com validação técnica e escuta comunitária transforma saberes territoriais em base para decisões públicas mais precoces e eficazes
Pela primeira vez realizada na Amazônia, a COP 30 mostrou que sistemas alimentares também fazem parte da agenda climática. Em Belém, alimentos da sociobiodiversidade amazônica abasteceram a conferência e revelaram o potencial das cadeias produtivas locais. O próximo passo é transformar essa experiência em legado – levando esses mesmos alimentos das florestas e rios amazônicos para a mesa das escolas